Chuva forte alaga ruas, prédios e escolas no Distrito Federal

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Estragos foram registrados em diversos locais de Samambaia. Temporal durou aproximadamente 40 minutos

A chuva forte que atingiu o Distrito Federal nessa quinta-feira (4/4) alagou ruas, escolas e um condomínio em Samambaia. Três unidades de ensino suspenderam as aulas nesta sexta (5), por conta dos estragos. O secretário de Educação, Rafael Parente, foi à região administrativa pela manhã.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), o Residencial Via Tropical, localizado na Quadra 301 de Samambaia, teve de interromper a operação dos nove elevadores do prédio, que ficaram com os fossos completamente inundados. Os mais de 300 moradores ficaram ilhados em seus imóveis.

Os militares atuaram no endereço com duas viaturas e nove profissionais, que utilizaram bombas elétricas submersas para a retirada de toda a água de chuva do local. Ninguém se feriu.

Em outros pontos da região, a água invadiu escolas e creches. No Posto de Saúde 4, a chuva alagou o estacionamento. Os carros ficaram com as rodas encobertas até a metade.

Na creche Cepi Algodão do Cerrado, localizada na Quadra 617, crianças e professores  tiveram de subir em mesas e usar capas para se protegerem na hora do temporal.

Veja vídeos publicados na página Samambaia News do Facebook:

As aulas foram suspensas nesta unidade, na Escola Classe 502 e na creche Cutia. Na Escola Classe 425, o forro chegou a desabar, mas as crianças foram retiradas a tempo. Os alunos serão realocados em outras salas e haverá aula normal nesta sexta.

Segundo a diretora da unidade, Tatiana Guedes, os problemas relacionados à chuva são antigos e o teto precisa urgente de uma reforma.

A Secretaria de Educação explicou que os danos causados pela enxurrada foram materiais, “tais como queima de equipamentos elétricos e forros danificados. Alunos e funcionários estão bem e ninguém se machucou”, conforme nota emitida pela pasta.

Ana Paula é diretora da EC 502 e afirmou, durante a visita de Rafael Parente ao local, que a escola precisa de reparos urgentes nas bocas-de-lobo. Caso contrário, as estruturas correm riscos pois não suportam o volume de água.

Parente afirmou que a principal preocupação é a saúde das crianças. A altura da água no EC 502 chegou aos joelhos de um adulto. Nesta manhã, ainda é possível ver sinais de inundação nas salas de aula, quadra e no parquinho da instituição.

Outra preocupação, diz ele, é a manutenção elétrica. Uma revisão será realizada na escola para verificar se não há risco de eletrocussão. “A gente tem que ter coragem e criatividade para, dentro da lei, buscar recursos para a educação”, afirmou o secretário.

O coordenador regional de ensino de Samambaia, Elivan Feitosa, informou que está aguardando a avaliação da situação das escolas após a chuva, para tomar as medidas necessárias. Ele informou ainda que a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e a administração local também já foram acionadas.

Durante a visita na Escola Classe 425, os alunos disseram ao secretário que “querem uma escola nova”. A professora Ana Mara Rodrigues estava no local no momento da chuva e comentou: “Hoje (sexta), a água ainda pinga do forro. As crianças aqui sabem que estão correndo risco de vida. Nosso emocional não nos dá mais condição de ficar assim. Qualquer nuvem é sinal de alerta.”

Moradores do residencial Via Tropical, que ficou com o fosso dos elevadores inundados, relatam que a energia do prédio ficou desligada por cerca de duas horas. Na manhã desta sexta-feira, funcionários ainda tentavam limpar a garagem do local.

O empresário Gutemberg Bemtemiller, 57, mora no 15º andar do edifício há quatro anos. A quadra, segundo ele, sempre inunda quando chove forte. “Não é a primeira vez que precisamos desligar os elevadores”.

O síndico Márcio Soares afirma que foram perdidos 140 litros das caixas da água, que foram misturadas à sujeira que veio com o temporal. Ele explica que a tubulação da rua foi construída precariamente.

“Dessa vez, foi pior por causa do barro que veio. A água entra de uma vez para dentro do prédio”, relata. “Faremos uma avaliação para ver o que deve ser trocado nos elevadores, mas em média é um prejuízo de R$ 3 mil reais em cada equipamento”, destacou.

Clima
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu 5,1 milímetros (mm) até o momento, no mês de abril. A média esperada para o período em todo o DF é de 133,4 mm. A previsão, segundo o meteorologista Manoel Rangel, é de que o tempo continue chuvoso até domingo (7).

“Permanece de nublado a encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A primeira quinzena de abril ainda será bem chuvosa”, informou.

A temperatura minima durante o fim de semana deve ficar em 18ºC e a máxima pode chegar a 28ºC. A umidade relativa do ar vai variar entre 95% e 50%

 

 

 

 

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