‘Cirurgia deixou legado no hospital’, diz médico sobre caso de siamesas

Por , em Notícias DF dia .

Três dias depois de Lis, Mel desperta e surpreende a equipe médica pela rápida recuperação após cirurgia de separação

A rápida recuperação das siamesas Lis e Mel surpreendeu os familiares e a equipe médica do Hospital da Criança de Brasília José de Alencar (HCB). Mel, que permanecia em coma, abriu os olhos pela primeira vez ontem. Ela respira sem ajuda de aparelhos cinco dias após a cirurgia de separação, realizada no sábado. Lis se adiantou às expectativas médicas. Acordou entre as primeiras 48 horas depois da operação e, segundo a mãe, Camilla Vieira, 25, “está sapeca e se movimenta bastante”. A expectativa é de que as garotas saiam da unidade de terapia intensiva (UTI) em duas semanas.
Mel acordou no momento da troca de curativos, pela manhã. A menina abriu os olhos e ensaiou alguns movimentos. Para duas crianças que fizeram uma neurocirurgia há menos de uma semana, a resposta é fantástica, segundo a equipe médica. O sinal tranquilizou a família. “Estamos felizes. Ver a Mel saindo dos aparelhos deixa o coração aliviado”, disse Camilla, após a remoção dos tubos da filha.
Com os olhos abertos desde segunda-feira, Lis contempla atentamente a equipe da UTI durante os momentos de interação com os profissionais. Ela, contudo, ainda observa com pouca frequência o lado onde, antes, ficava a irmã. Mesmo assim, devido à complexidade do caso, os médicos se mantêm alertas.
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