Com 100 dias de gestão, governo lança revitalização da W3

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A ação começa com um projeto-piloto nas quadras 511 e 512 Sul. O custo da obra é de R$ 1,7 milhão

O governo lançou as obras de revitalização da Avenida W3. A ação começa com um projeto-piloto nas quadras 511 e 512 Sul. O custo da obra é de R$ 1,7 milhão. Vencedora da licitação, a empresa Vital Engenharia será responsável por entregar o trecho repaginado em 180 dias.

A obra inclui novas calçadas, algumas inclusive alargadas. Serão refeitos estacionamentos e reproduzidos projetos de paisagismo e iluminação no local. As obras foram lançadas pelo vice-governador do DF, Paco Britto (Avante), nas mesmas quadras, no começo da tarde desta quarta-feira (10/4), dia em que a equipe de Ibaneis Rocha (MDB) completa 100 dias de gestão.

O GDF também lançará a licitação para revitalização do Setor de Rádio e TV Sul. A região terá a ampliação calçadas, melhoria nas travessias de pedestres, arborização e orientação para movimentação de pessoas com deficiência. Os pontos de ônibus passarão por uma reformulação junto com os estacionamentos. O custo da obra será de aproximadamente R$ 4,5 milhões.

A aposentada Fátima Rodrigues, de 65 anos, perdeu as contas de quantas vezes tropeçou nos buracos na W3. Moradora da Asa Sul, também cansou de ouvir do Governo do Distrito Federal (GDF) a promessa de revitalização da avenida.

“Ando bastante na W3. Já levei vários tropeços nestas calçadas. Sempre comento com as pessoas: antes era difícil andar por aqui porque muita gente caminhava e frequentava as lojas. Era complicado para desviar das pessoas. Agora, não. Você pode até andar pelado em alguns momentos e ninguém vê”, brincou.

Além dos buracos, a aposentada se queixa da insegurança na região. “Vejo muitos usuários de drogas e até pessoas fazendo xixi na rua. Antigamente, tinha banheiro. Hoje não tem mais. E as lojas estão abandonadas. Muitas também pelos altos preços dos aluguéis. As pessoas têm vontade de trabalhar aqui. Mas não encontram as condições necessárias”, lamentou.

Segundo o gerente de vendas Josivaldo Pereira, 39, o local que deveria seria ser uma referência para o comércio está esquecido pelo poder público. “A gente vê muita sujeira, tem muita calçada esburacada, paredes vandalizadas, as paradas de ônibus estão sem um cuidado especial, um cuidado que o brasiliense merece”, criticou.

Segundo Pereira, a situação empurra a clientela para outros centros de consumo, a exemplo do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). “Que é um local mais zeloso, mais limpo”, compara.

A revitalização seguirá o projeto-piloto apresentado pelo setor produtivo e conduzido pela Câmara de Dirigentes Lojistas do DF (CDL).

Enquanto lojistas farão a reforma das fachadas, o GDF vai revitalizar as áreas públicas das quadras. As obras incluem melhorias nas calçadas, estacionamentos, arborização. A repaginação será na W3, na W2 e também nos becos.

“Em 2015, nós mostramos para o GDF que a W3 estava em um declínio muito grande. Ela jamais será como era antes, mas não podemos deixar a avenida mais antiga da cidade se degradar”, comentou o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), José Carlos Magalhães Pinto.

A escolha da 511 e da 512 não foi aleatória. Conforme o raciocínio do setor produtivo, estas quadras apresentam menos problemas na avenida. Por isso, as obras serão mais curtas, e terão custo menor.

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