Ibaneis suspende nomeações no governo do DF pelos próximos 15 dias

Por , em standby dia . Salvo na tag:

Prazo começou a contar nesta terça. Governo diz que medida foi adotada para economizar caixa até votação de projetos emergenciais na Câmara Legislativa.

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha — Foto: Renato Alves/GDF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), enviou uma circular à administração do GDF informando a suspensão das nomeações pelos próximos 15 dias. O prazo, segundo o documento, começou a ser contado a partir desta terça-feira (22).

No comunicado, Ibaneis diz que, caso seja “indispensável” fazer alguma nomeação nesse período, o pedido deverá ser encaminhado à chefia de gabinete. Junto, deve constar uma justificativa comprovando a “emergência” daquele cargo. Veja:

Circular enviada pelo governador do DF, Ibaneis Rocha, suspendendo as nomeações por 15 dias — Foto: Reprodução
Circular enviada pelo governador do DF, Ibaneis Rocha, suspendendo as nomeações por 15 dias — Foto: Reprodução

O governador diz que a medida foi adotada para poupar os cofres públicos, nesse início de mandato.

“Aquilo que era necessário nomear, para a máquina pública voltar a funcionar, foi nomeado. Daqui para frente, é preciso fazer estudos também, no sentido da economia que o Estado precisa, para pagar débitos que já são muitos antigos.”

Além disso, o chefe do Palácio do Buriti apontou que a suspensão ocorrerá enquanto “aguarda” a votação, na Câmara Legislativa, dos pacotes emergenciais nas áreas da saúde e da segurança.

Pressão na Câmara

Na última sexta-feira (18), Ibaneis já havia afirmado que suspenderia as nomeações para pressionar a Casa. O governo tenta convencer a base aliada a chamar uma sessão de votação nesta semana – mesmo sabendo que o recesso parlamentar só termina em 1º de fevereiro.

O governo quer que o Instituto Hospital de Base – responsável por gerenciar o maior hospital público do DF há um ano – passe a cuidar, também, das seis Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), dos hospitais regionais e do Samu.

O outro projeto “emergencial” cria a modalidade de “serviço voluntário gratificado” na Secretaria de Segurança Pública, para reforçar as ações da Defesa Civil. Se aprovado, os servidores poderão ganhar R$ 50 por hora extra, nas folgas, para atender a ações preventivas. O gasto máximo será de R$ 8 mil mensais, equivalentes a 160 horas. Fonte: Portal G1