Lava-Jato: PSL quer ”mandante, executores e beneficiários” de vazamento

Os parlamentares Carlos Jordy e Filipe Barros irão apresentar um pedido para a criação de CPI para investigar o caso

Os deputados Carlos Jordy (PSL/RJ) e Filipe Barros (PSL/PR) vão apresentar ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), um requerimento para criar Comissão Parlamentar de Inquérito que investigue a interceptação, a violação de sigilo e a divulgação de conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato.

Neste domingo (9/6), o site The Intercept Brasil publicou o conteúdo vazado de supostas mensagens trocadas por Moro e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol. O site publicou, ainda, diálogos entre procuradores.

A força-tarefa da Lava Jato reagiu às reportagens e afirmou que “seus membros foram vítimas de ação criminosa de um hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes”.

Segundo a assessoria de imprensa do deputado Carlos Jordy, os parlamentares farão “uma força-tarefa” nesta terça-feira (11/6), para coletar as 171 assinaturas necessárias para a CPI.

Jordy e Barros indicam que os dados “obtidos de maneira ilícita violam a privacidade”, mas “se mostram ainda mais graves” por conta da relação com membros da força-tarefa em Curitiba, indicada pelos parlamentares como “a maior operação anticorrupção da história do Brasil”.

Segundo os deputados, as conversas foram expostas na imprensa com “o intuito de denegrir a imagem do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e o procurador Deltan Dallagnol”.

Os parlamentares dizem que é “imprescindível” e cabe à Câmara investigar os motivos e os “possíveis mandantes, executores e beneficiados” pelo “ataque à própria soberania do Estado brasileiro”.

“Cabe à Câmara apurar possíveis mandantes, executores e beneficiados com o crime. Caberá à CPI investigar as atividades dos responsáveis pela criminosa interceptação e divulgação de conversas ocorridas entre procuradores da República, juízes federais e o ministro Sergio Moro”, dizem os deputados.

A Comissão Parlamentar de Inquérito seria composta por 27 titulares e teria 120 dias para concluir as investigações.

 

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