Servidor do STJ é acusado de usar fotos e dados de aplicativo para humilhar mulheres no DF

Segundo Ministério Público, ele acessava perfis das vítimas e publicava textos ofensivos em blog. Na delegacia, servidor assumiu postagens.

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) ajuizou nessa segunda-feira (3), uma ação civil pública por danos morais coletivos contra um servidor do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o MP, ele acessava perfis de mulheres em um aplicativo de encontros e copiava as imagens e informações pessoais.

Com as fotos e dados, o homem escrevia textos de conteúdo ofensivo e publicava tudo em um blog, na internet. O nome do acusado não foi divulgado.

Segundo a polícia, ele mora na região do Sudoeste, no Plano Piloto, em Brasília. Na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), o homem assumiu que fez as postagens.

Homem busca aplicativo em telefone celular — Foto: TV Globo/ Reprodução

Homem busca aplicativo em telefone celular — Foto: TV Globo/ Reprodução

Os promotores pedem a condenação do réu ao pagamento de R$ 50 mil por “danos morais causados ao interesse coletivo pela violação da privacidade, da honra, da intimidade e da vida privada das mulheres”.

Na ação, o Ministério Público destaca a necessidade de obrigar o acusado a excluir as informações das vítimas e a retirar o blog do ar. Se for condenado, os recursos da indenização serão destinados ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD).

 A Polícia Civil do DF informou que a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher está apurando o caso. Já o STJ informou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Segundo o Superior Tribunal de Justiça, “por se tratar de uma ação civil pública, não há relação com as atividades desempenhadas pelo servidor no Tribunal”.