Suspeita de surto de caxumba interdita agência da Caixa na 512 Norte

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De acordo com servidores da Caixa, pelo menos 15 pessoas teriam contraído a doença. Acesso ao prédio está autorizado pelo subsolo

Parte do prédio da Caixa Econômica Federal localizado na 512 Norte precisou ser isolado na tarde desta sexta-feira (12/4) após funcionários serem diagnosticados com caxumba. De acordo com servidores da instituição, pelo menos 15 pessoas teriam contraído a doença.

Em decorrência do número elevado de contaminados, o prédio foi isolado e só quem trabalha no térreo tem autorização para entrar pela porta principal. Os demais só podem acessar o edifício pelo subsolo. Além de um cartaz, a medida foi anunciada por meio de um megafone para alertar sobre o surto que preocupa quem trabalha no Edifício José Alencar.

Quem trabalha no térreo precisou usar máscaras para evitar a contaminação. A agência foi interditada porque funciona neste pavimento.

Em nota, a Caixa confirmou que uma das alas da sua unidade na 512 Norte está isolada para entrada por conta da suspeita de surto de caxumba. “O banco já está realizando todos os procedimentos cabíveis, conforme orientações da Vigilância Sanitária no local”, ressaltou.

Também chamada de papeira ou parotidite, a caxumba tem um período de incubação de duas ou três semanas. Seus primeiros sintomas são febre, calafrios e dores de cabeça e musculares ao mastigar ou engolir, além de fraqueza.

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Uma das principais características da doença é o aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, que fazem o rosto inchar. Nos casos graves, a caxumba pode causar surdez, meningite e, raramente, levar à morte.

Após a puberdade, pode causar inflamação e inchaço doloroso dos testículos (orquite) nos homens ou dos ovários (ooforite) nas mulheres e levar à esterilidade. Por isso, é necessário redobrar a atenção nesses casos e ter acompanhamento médico.

A Secretaria de Saúde disse ter iniciado investigação epidemiológica para acompanhar supostos casos de caxumba, identificados nesta sexta-feira (12), na agência bancária da 512 Norte. “Técnicos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) estão no local, cujo acesso pela Avenida W3 Norte está isolado, e apuram os fatos para, então, adotar as medidas necessárias”, destacou a pasta.

Segundo informações preliminares colhidas pela secretaria, seriam 12 pessoas, funcionárias terceirizadas do banco, infectadas pela doença. “Estamos avaliando todos os casos e, se confirmarmos as informações, iniciaremos o bloqueio vacinal, com a tríplice viral, conforme os protocolos”, destacou a servidora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região de Saúde Central Anna Matisse.

Conforme levantamento realizado pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde, o ano de 2018 fechou com um consolidado de 726 ocorrências de caxumba. Em 2019, até o momento, houve 420 notificações.

Transmissão
A caxumba (paroditite infecciosa) é uma doença viral aguda, de transmissão respiratória, causada pelo vírus Paramyxovirus. O contágio se dá por meio do contato com gotículas de salivas de pessoas infectadas.

Na maioria das vezes, a doença produz sintomas discretos ou que nem mesmo aparecem. As manifestações mais comuns, quando ocorrem, são febre, calafrios, dores de cabeça, musculares, ao mastigar ou engolir, além de fraqueza. Uma das principais características da caxumba é o aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, que fazem o rosto inchar.

A incubação da doença varia de 12 a 25 dias, sendo, em média, 16 a 18 dias o período de transmissão. Na situação de notificação de casos aglomerados, os pacientes precisam ficar isolados e deve ser avaliada a caderneta de vacinação de todos que tiveram contato com eles.

Por não existir tratamento específico para a doença, a melhor forma de combate continua sendo a vacinação ainda quando criança.

Vacinação
Na rede pública de saúde, a vacina tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola), aplicada aos 12 meses de vida, e a tetra viral (caxumba, sarampo, rubéola e varicela), aplicada aos 15 meses de vida, protegem contra a doença.

Para crianças e adolescentes de até 19 anos, são ministradas duas doses. Para pessoas entre com idade entre 20 e 49 anos, é necessária apenas uma dose da vacina tríplice viral. Se a pessoa já tiver duas doses da vacina, não é necessário tomar mais nenhuma.

A imunização está disponível, ao longo de todo o ano, nas salas de vacina das Unidades Básicas de Saúde.

Com informações da Secretaria de Saúde

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